Informações: até onde é benéfico?

Publicado em: 14 de agosto de 2019


O excesso de informações é estressante e talvez já perdemos o controle.

É estressante (não no sentido literal da palavra), mas há aquela sensação de obrigatoriedade, que você tem que se informar sobre tudo, todos os dias para simplesmente mostrar no emprego -pro chefe- na roda dos amigos que você sim, está sabendo de “tudo” que aconteceu no país e no mundo.

O problema é: realmente importa? Dependendo de quem é você e onde trabalha, sim. Dependendo de quem é você e onde trabalha, não.

A maioria desse ‘oceano’ de informações são apenas coisas aleatórias que servem para revistas, telejornais, youtubers e outros meios do entretenimento ganharem dinheiro com exposições desnecessárias de pessoas públicas.

Contudo irão escrever nas manchetes “você têm que ler, saber, conhecer, ver, fazer isso!” te convencendo que “sim, eu preciso disso”.

Não, você não precisa disso.

Agora, alguns fatos:

  • Os excessos sempre farão mal, não importa o que seja. Saber tudo é superestimado, nenhum humano é capaz de reter e expandir o cérebro a tal nível – biologicamente é impossível (ainda?).
  • 90% de tudo isso é dispensável, apenas 10% serão usados por você e que realmente são informações de relevância. Talvez nem chegue a esse %.
    Essas fontes são confiáveis? Sabemos que só algumas são, ainda mais nessas ‘mares’ de Fake News.
  • E o último e mais importante: você realmente quer saber mais e mais? Cuidado, isso pode ser um indicativo que está tentando suprir algo (carências pessoais) na esperança de atenção social.

informações

A mente

Nosso poderoso e incrível cérebro é mais eficiente e complexo que as máquinas, suas finitas combinações neurais são responsáveis pelo processo de armazenamento, exatamente no córtex em conjunto com o hipocampo.

Entretanto, há fraquezas e obrigações que afetam suas funcionalidades o sobrecarregando. Esse extra com o tempo prejudicará a saúde física e mental e o inevitável vai acontecer: “Error 404” – tela azul.”

Bug’s

Entre os indícios de que algo estar ‘errado’ isso é o mais simples que pode ocorrer.

O perigo é quando outros problemas surgem como: lapsos de memórias, confusão momentânea, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, tonturas, dificuldades de raciocínio, rigidez nas articulações por se manter em determinadas posições por muito tempo em frente do computador, televisões, games e entre outros.

Além dos mais, comparações entre as gerações do passado com a atual são óbvias demais: os dispositivos eletrônicos fazem quase tudo por nós, nos tornando sedentários, preguiçosos e não racionais; apenas consumimos e rimos para as telas, no automático.

Gerações

Diferentemente daqueles do passado, que eram o oposto de tudo isso. (Sim, a tecnologia é um avanço global necessário e maravilhoso, porém….).

Antes dessa simplificação, éramos obrigados a pesquisar pelos livros, a memorizar, catalogar e decidir quais informações eram importantes ou não; assim como os antepassados primitivos faziam pela própria sobrevivência.

Voltando pro hoje, temos ferramentas para fazerem isso por nós, o que diretamente faz com que não usamos o cérebro da maneira descrita acima, pois temos tudo agendado nos aplicativos e backups dos smartphones.

* Fora que qualquer dúvida: “dá um google lá” *

Tecnicamente, somos mais estúpidos. É o que Nicholas G. Carr descreve em seu livro: Geração Superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros.

Em conclusão, as perguntas surgem: como, quando posso parar esse excesso? por quê e onde começar solucionar tal problema e melhorar minha saúde?

Como – dando um tempo em tudo, comece com algumas horas no dia.

Quando – perceber que passa + horas online do que fazendo coisas produtivas

Por quê – sua saúde precisa e agradece

Onde – trocando por livros; uma caminhada; uma visita na casa de amigxs (sem o celular).

OBS: Não há uma cura melhor do que se desligar de tudo e apenas relaxar. Ainda mais, se puder fazer em meio da natureza, ou piscina, ou simplesmente na meditação. Já tentou?

*Erro no sistema dos computadores – tela azul
*Pesquisar no Google

Descrição imagem: Fundo branco. É uma ilustração na forma do cérebro humano feita na forma de uma árvore


Ética: como ensinar para as crianças

Respeito, empatia e educação, são três de outros fundamentos que fazem parte da ética, que…

Leia mais >>

Tecnologia e aprendizado dentro das salas

As formas que se utiliza a tecnologia no cotidiano as vezes é muito simples e…

Leia mais >>

Composições & músicas

Formada em Arquitetura, e atualmente reconhecida como compositora, cantora em ascensão ‘nas’ Minas Gerais, Carla…

Leia mais >>

Filmes, crianças e o aprendizado delas

Com certeza você que está lendo já ouviu de seus avós as histórias de como…

Leia mais >>